Ciência

esferoide tumoral contendo células-tronco de meduloblastoma

Cientistas do Centro de Pesquisa sobre o Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL) da Universidade de São Paulo (USP) identificaram uma molécula capaz de reduzir a agressividade dos chamados tumores embrionários do sistema nervoso central, que acometem sobretudo crianças de até quatro anos.

Os resultados foram publicados na revista Molecular Oncology. O CEGH-CEL é um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) financiado pela FAPESP e coordenado por Mayana Zatz, professora do Instituto de Biociências (IB) da USP.

A abordagem proposta pelo grupo se enquadra nas chamadas terapias baseadas em microRNA – pequena molécula de RNA que não codifica proteína, mas tem papel regulatório no genoma. No estudo, os pesquisadores usaram uma versão sintética

Peter Ratcliffe e Joanna Darck Carola Correia Lima

O pesquisador da Universidade de Oxford Peter Ratcliffe, anunciado nesta segunda-feira (07/10) como um dos ganhadores Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 2019, tem em sua equipe uma estudante brasileira.

A piauiense Joanna Darck Carola Correia Lima, graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), realiza atualmente estágio no laboratório de Ratcliffe, no Reino Unido, como parte do seu doutorado no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), com apoio de bolsa FAPESP.

Lima tenta descobrir como baixas taxas de oxigênio nas células (hipóxia) de tumores colorretais podem levar os pacientes a desenvolver caquexia, síndrome que consiste em uma perda severa de gordura e de massa muscular associada a

raios

Um tipo de raio “invertido”, que em vez de descer das nuvens e tocar o solo, como ocorre com a maioria das descargas elétricas, parte de uma estrutura alta na superfície e se propaga em direção às nuvens, começou a ser observado no Brasil nos últimos anos.

Responsáveis pelos primeiros registros do fenômeno no país, pesquisadores do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) conseguiram desvendar, agora, os mecanismos envolvidos na formação desses chamados raios ascendentes.

O estudo, resultado de um projeto apoiado pela FAPESP, teve resultados publicados na revista Scientific Reports.

A investigação foi conduzida durante o doutorado de Carina Schumann, no Inpe, com bolsa da FAPESP.

“Constatamos que

biossegurança

O Departamento de Parasitologia do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP) inaugurou o Laboratório de Nível de Biossegurança 3 (NB3), adequado à manipulação de microrganismos com alto grau de patogenicidade e que oferecem risco à vida humana e ao meio ambiente.

A construção da unidade foi planejada e coordenada pelo professor Carsten Wrenger, do ICB-USP. Terá, a princípio, duas linhas de pesquisa: uma focada em malária, pelo grupo de Wrenger, e outra dedicada ao estudo da bactéria intracelular Rickettsia rickettsii, pelo grupo da professora Andréa Cristina Fogaça.

O laboratório NB3 é composto por quatro ambientes: Unidade de Artrópodes (vetores); Unidade de Experimentação em Vertebrados (hospedeiros); Unidade de Imagens, que conta

astrócitos tratados com lítio

O uso de lítio no combate ao Alzheimer tem sido objeto de diversos grupos de pesquisa há mais de uma década. Novos resultados obtidos por cientistas do Brasil e dos Estados Unidos sugerem que os efeitos benéficos da droga para a memória podem estar relacionados à sua capacidade de retardar o envelhecimento celular, um dos fatores relacionados ao surgimento de doenças neurodegenerativas.

Os dados foram apresentados por Tânia Viel, professora da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP), na última terça-feira (10/9), durante a 34ª Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), em Campos do Jordão (SP). Parte da pesquisa foi conduzida durante o período que Viel

enzima luciferase

A larva do besouro Phrixothrix hirtus – popularmente conhecida como larva-trenzinho – é um dos poucos organismos conhecidos capazes de produzir luz na cor vermelha, além de luz verde-amarelada, mais comum entre espécies bioluminescentes. Em artigo publicado na revista Scientific Reports, pesquisadores brasileiros e japoneses descreveram como esse fenômeno ocorre.

A investigação foi conduzida com apoio da FAPESP e envolveu equipes da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), do Laboratório Nacional de Biociências do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (LNBio-CNPEM), em Campinas, e da University of Electro-Communications, no Japão.

“As espécies bioluminescentes sintetizam uma enzima conhecida como luciferase, que catalisa a oxidação de pigmentos do tipo luciferina, produzindo oxiluciferina e luz. Nosso

siloxano-poliéter

Um material polimérico e com características de hidrogel desenvolvido por pesquisadores brasileiros pode ajudar a responder a um dos desafios atuais da indústria farmacêutica: criar um sistema que permita a liberação controlada no organismo de moléculas com diferentes atividades farmacológicas contidas em uma única drágea.

Em um estudo apoiado pela FAPESP e divulgado na revista Applied Bio Materials, da American Chemical Society, cientistas das universidades de Franca (Unifran) e do Estado de Minas Gerais (UEMG) testaram o uso de uma classe de material conhecida como siloxano-poliéter – ou “ureasil” – para liberar no organismo de forma simultânea um anticancerígeno e um anti-inflamatório. Além de ações terapêuticas distintas, os fármacos usados na pesquisa também apresentam diferentes

extremidade do dedo

Cientistas há muito procuram desvendar o mecanismo envolvido no processo de regeneração da ponta de um dígito amputada, acreditando que aí estaria a chave para a regeneração completa de membros lesionados, como ocorre com as salamandras.

Esses anfíbios, quando perdem uma pata ou a ponta do rabo, formam no lugar um blastema, conjunto de células indiferenciadas capazes de recriar todos os tecidos perdidos, originando um membro igual ao que existia no local. Nunca algo parecido foi observado em mamíferos.

Em um artigo publicado na revista Scientific Reports, pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) contestam as expectativas otimistas. Em vez da chamada regeneração epimórfica, como a das salamandras, na qual até mesmo as articulações e

espécies

O Projeto BioGenoma da Terra (EBP, na sigla em inglês) estabeleceu, em seu primeiro ano de atuação, a fundação necessária para completar a primeira fase do projeto, cujo objetivo é sequenciar o DNA de todas as espécies eucarióticas da Terra.

A primeira fase da iniciativa envolve o sequenciamento, nos próximos três anos, de espécies que representem cada uma das cerca de 9,3 mil famílias de plantas, animais, protozoários, fungos e outros microrganismos Detalhes do projeto foram apresentados em um encontro realizado na Rockefeller University, em Nova York, no fim de agosto.

"Foi um ano de tremendo progresso para o EBP, com interesse ampliado e apoio da comunidade científica, de agências de financiamento, de entidades filantrópicas

artérias

Um grupo de pesquisadores do Brasil e do Reino Unido busca maneiras de aumentar a durabilidade da ponte de safena, procedimento cirúrgico que consiste em usar parte de uma veia da perna para revascularizar o coração que teve o fluxo de sangue reduzido – condição que pode levar ao infarto se não tratada.

O projeto é financiado pela FAPESP por meio do programa São Paulo Researchers in International Collaboration (SPRINT).

Uma das chaves para evitar que a safena implantada se desgaste, exigindo nova intervenção, pode estar em uma proteína normalmente produzida por artérias, a CRP3 (sigla para cysteine and glycine-rich protein 3). Os pesquisadores do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da

laboratório para vírus emergentes

Nesta segunda-feira (9/9), o Instituto Carlos Chagas (Fiocruz Paraná) inaugura as novas instalações do Serviço de Referência em Vírus Emergentes e Reemergentes da unidade, coordenado pela virologista Cláudia Nunes Duarte dos Santos. Desenvolvido desde 2009, o trabalho atua para além de atividades pontuais de laboratórios e ambulatórios, de forma integrada e propositiva junto ao Ministério da Saúde, nas esferas estadual e municipal, no âmbito da vigilância epidemiológica, prevenção e controle de doenças causadas por vírus, especialmente na região Sul do país.

Localizado na área laboratorial do campus da Fiocruz no Paraná, o espaço é exclusivo para a realização de diagnóstico de vírus zika, febre amarela, vírus do Oeste do Nilo, vírus da encefalite de Saint