Ciência

Imagens por microscopia eletrônica

Pesquisadores brasileiros e europeus conseguiram demonstrar o funcionamento de um composto para transportar o princípio ativo de uma vacina oral contra a hepatite B até o sistema imune. Ao se unirem, mesmo tendo tamanhos diferentes, as partículas contendo sílica e um antígeno chegam ao intestino sem serem destruídas pela acidez do sistema digestório.

O composto reúne sílica nanoestruturada SBA-15, desenvolvida por pesquisadores do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IFUSP), e o antígeno HBsAg, criado no Instituto Butantan.

O composto foi submetido a diferentes técnicas de raios X e nêutrons em laboratórios na Europa. O estudo, com resultados publicados na Scientific Reports, teve apoio da FAPESP e de agências europeias.

O objetivo do

laboratórios de pesquisa

A Plataforma Científica Pasteur-USP será inaugurada nesta quinta-feira (04/07) pelo Instituto Pasteur, fundação francesa de pesquisa em prevenção e tratamento de doenças infecciosas, no campus da Universidade de São Paulo (USP) na zona oeste da capital paulista.

Localizada no Centro de Pesquisa e Inovação Inova USP, em uma área de 1.700 metros quadrados, a plataforma será composta por 17 laboratórios. A plataforma terá laboratórios de pesquisa de nível de biossegurança 3 equiparáveis aos parâmetros internacionais, onde serão estudados patógenos de alto risco. O investimento previsto é de cerca de R$ 40 milhões, sendo R$ 15 milhões em equipamentos.

A partir de uma parceria científica entre o Pasteur, a USP e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz),

Workshop Biopharma and Metabolomics

Pesquisadores do Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR), do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), estudam bactérias que promovem o crescimento das plantas. Como foram isolados do solo, esses organismos têm potencial para serem usados como fertilizantes sem causar a poluição das águas e alterações prejudiciais ao próprio solo, como pode ocorrer com fertilizantes químicos.

O estudo coordenado por Juliana Velasco, pesquisadora do LNBR-CNPEM, foi apresentado durante o Workshop Biopharma and Metabolomics, no dia 26 de junho na FAPESP. O projeto é um dos que são financiados no âmbito de um acordo de cooperação entre a FAPESP e a Agilent Technologies.

Depois de isolar bactérias do solo, a equipe de Velasco começou a

gado

Um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), da Universidade de Maryland e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), desenvolveu um método que acrescenta um novo parâmetro na seleção e preservação da variabilidade genética em uma população de gado.

O estudo, publicado no Journal of Dairy Science, foi financiado pela FAPESP e pela USDA.

Além do valor genético, associado ao potencial de um exemplar produzir leite, gordura e proteína, entre outros, a nova abordagem considera também a chamada variância da diversidade gamética. Esse novo parâmetro determina a capacidade de um indivíduo transmitir suas características às próximas gerações.

“Nem todos os descendentes de animais altamente produtivos herdam essa qualidade. Com o novo método,

Vírus

Pesquisadores do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) conseguiram manipular geneticamente um tipo de vírus que, uma vez injetado em camundongos com câncer de próstata, destruiu células tumorais.

O vírus também deixou as células tumorais ainda mais sensíveis ao tratamento com quimioterapia, chegando a eliminar os tumores completamente.

Os resultados foram obtidos pela equipe de Bryan Eric Strauss, diretor do Laboratório de Vetores Virais no Centro de Investigação Translacional em Oncologia (CTO) do Icesp, e publicados na revista Gene Therapy, do grupo Nature.

O trabalho contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), no âmbito do Projeto Temático “Terapia gênica do câncer: alinhamento estratégico

colisão de prótons com núcleos atômicos de chumbo

Uma ínfima fração de segundo após o Big Bang, o universo material era constituído por um plasma composto pelas partículas elementares conhecidas como quarks e glúons. É o que propõe o chamado modelo padrão sobre a origem do Universo.

Com a rápida expansão e o consequente resfriamento, aquele meio informe e intensamente dinâmico se fragmentou e cada pequeno conjunto de quarks e glúons deu origem a uma partícula composta, o hádron. Assim foram formados, por exemplo, os prótons, cada qual constituído por dois quarks do tipo up e um quark do tipo down (os dois tipos com as menores massas entre todos os quarks), interagindo por meio de glúons.

Essa situação primordial tem sido reproduzida

vírus da febre amarela

A origem do vírus responsável pelo recente surto de febre amarela, o maior dos últimos 40 anos, foi traçada por cientistas do Instituto Adolfo Lutz (IAL) e da Universidade de São Paulo (USP).

Por meio de estudo molecular do vírus da febre amarela encontrado em macacos mortos e em mosquitos, o grupo descobriu que a linhagem causadora do surto ocorrido do fim de 2016 ao início de 2018 teve origem no Pará, em 1980.

De lá, o vírus infectou macacos e se espalhou por toda a região amazônica, chegando a atingir a Venezuela e o Suriname. A partir do início dos anos 2000, sempre por meio da infecção de macacos, a doença migrou em direção

nanomateriais

Partículas de prata em escala nanométrica (bilionésima parte do metro) com capacidade bactericida 32 vezes maior do que as obtidas até hoje são algumas das estruturas desenvolvidas nos laboratórios do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) apoiados pela FAPESP. instalado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Para criar materiais inovadores como esse, os pesquisadores desenvolveram técnica que permite identificar a forma ideal que uma nanopartícula deve ter para apresentar uma determinada característica, e ainda avaliar como métodos químicos –aplicação de solventes, aditivos ou controle de pH (acidez) – e físicos – térmicos,, por exemplo – podem modificar a morfologia desses nanomateriais.

Alguns dos

análise sanguínea

Pesquisadores da Université d'Orléans, na França descobriram um mecanismo-chave que ativa a inflamação pulmonar causada pela silicose. O achado abre caminho para novos tipos de terapia contra a doença que ainda não tem cura.

Normalmente relacionada a trabalhadores de minas, a silicose ocorre pela ação de microcristais de sílica que entram no pulmão e, não podendo ser destruídos, provocam a morte celular de macrófagos, neutrófilos, fibroblastos e células epiteliais do pulmão.

A inflamação pode ser tão severa a ponto de ocorrer a substituição completa do tecido pulmonar por outro cicatricial (fibrose). O quadro leva à insuficiência respiratória e, a menos que seja feito um transplante de pulmão, ao óbito do paciente.

O processo inflamatório, verificado

maracujá orgânico

Cientistas da Embrapa desenvolveram o primeiro sistema orgânico do País para a produção do maracujazeiro. Experimentos realizados no município de Lençóis, na Chapada Diamantina, Bahia, mostraram níveis de produtividade muito superiores aos registrados no sistema convencional no estado: 28 toneladas por hectare (t/ha) contra 10,5 t/ha, em média. O resultado também supera em mais de duas vezes a produtividade média nacional, de 13,5 t/ha. Por enquanto, o pacote tecnológico está restrito a essa região, mas a ideia é estendê-lo a outros polos produtores no Brasil. A iniciativa é um dos frutos do projeto "Desenvolvimento de sistemas orgânicos de produção para fruteiras de clima tropical", conduzido em parceria pela Embrapa e a empresa Bioenergia Orgânicos desde

Laboratório

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) desvenda detalhes de um aspecto pouco conhecido da biologia do Aedes, que pode contribuir para novas estratégias de controle do vetor da dengue, zika e chikungunya. Publicado na revista científica Frontiers in Physiology, o estudo aponta que a inibição de uma enzima que atua no processo digestivo das larvas do mosquito pode bloquear o desenvolvimento do inseto, impedindo que o Aedes chegue à fase de mosquito adulto, momento em que é capaz de transmitir os vírus.

Segundo Fernando Genta, pesquisador do Laboratório de Bioquímica e Fisiologia de Insetos do IOC e coordenador do trabalho, os achados abrem portas para a produção de novos larvicidas. “Os dados indicam