Ciência

inteligência artificial

A Física permite identificar regras universais que possibilitam prever fenômenos da natureza. Essas regras, porém, não valem para os fenômenos sociais. “Descobrir uma mecânica social é outro desafio”, disse Pablo Jensen, do Laboratório de Física da École Normale Supérieure de Lyon, em palestra na FAPESP Week France.

Jensen, que também é diretor de pesquisa do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), é físico de formação e tem se dedicado ao estudo de sistemas sociais em colaboração com cientistas da computação e cientistas sociais. Seu último livro, Pourquoi la société ne se laisse pas mettre en équations (Por que a sociedade não se deixa encaixar em equações, em livre tradução), questiona a intenção de replicar

ilustração da nanopartícula lipídico-proteica

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram uma estratégia para tratar o tipo mais agressivo de câncer cerebral em adultos que combina uma molécula fotoativa e um agente quimioterápico – ambos encapsulados em nanopartículas.

Resultados da pesquisa, apoiada pela FAPESP, foram apresentados no simpósio FAPESP Week France por Antônio Claudio Tedesco, do Centro de Nanotecnologia e Engenharia Tecidual e Fotoprocessos do Departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP-USP).

O glioblastoma multiforme de grau quatro representa quase 25% dos tumores cerebrais não metastáticos. A nova terapia pode ser usada antes, durante e depois da cirurgia de remoção do tumor, obrigatória nesses casos agressivos. O uso de nanopartículas permite,

queimadas florestais

Além de influenciar o clima, as chuvas e a agricultura, o material particulado suspenso na atmosfera pode afetar a saúde humana, favorecendo doenças respiratórias, cardiovasculares e até mesmo câncer. Por esse motivo, tem sido objeto de estudos em diversos países.

No Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo (USP), um grupo coordenado pela professora Livia Freire tem usado simulações computacionais para entender como ocorre o transporte dessas partículas microscópicas, também conhecidas como aerossóis, entre as diferentes camadas atmosféricas. As fontes de aerossol podem ser naturais (como os compostos orgânicos voláteis emitidos pelas árvores) ou antropogênicas (como a fumaça emitida por veículos, fábricas e queimadas florestais).

A pesquisa tem apoio

 pesquisa colaborativa entre cientistas franceses e paulistas

A FAPESP assinou, nesta segunda-feira (25/11), em Paris, um acordo para a colaboração em pesquisa com a École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS).

O anúncio ocorreu durante a FAPESP Week France, simpósio internacional que acontece entre os dias 21 e 27 de novembro, nas universidades de Jean Moulin Lyon 3 e Paris Diderot.

“A FAPESP já tem 170 projetos em colaboração com a EHESS, e a intenção é que, com o acordo, a parceria cresça ainda mais. Compreendo que a EHESS seja uma espécie de hub para pesquisadores interessados em estudar o Brasil”, disse o presidente da FAPESP, Marco Antonio Zago, no momento da assinatura do acordo.

O documento destaca o compromisso das

células

O mecanismo pelo qual as células de defesa respondem à infecção pelo vírus Mayaro foi descrito por uma equipe do Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias (CRID) em artigo publicado na revista PLOS Pathogens .

Segundo os autores, ao estabelecer um modelo experimental da febre do Mayaro em camundongos adultos e identificar os processos envolvidos na resposta imune, o estudo abre caminho para o desenvolvimento de drogas contra a doença. O CRID é um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) financiado pela FAPESP e sediado na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP).

A febre do Mayaro é uma arbovirose (doença transmitida por mosquito) semelhante à causada

formação do período Neoproterozoico

A necessidade de encontrar alternativas para o futuro do planeta motivou um grupo de pesquisadores brasileiros e franceses a olhar para mais de 500 milhões de anos atrás, em uma tentativa de entender os muitos estágios da evolução da vida terrestre.

A pesquisa, apoiada pela FAPESP, foi apresentada no dia 25 de novembro por Magali Ader, professora do Institut de Physique du Globe de Paris, durante a FAPESP Week France.

“Encarar os desafios do Antropoceno [termo usado por alguns cientistas para descrever o período atual da história do Planeta Terra] exigirá que as sociedades humanas se ajustem às mudanças climáticas e encontrem novas fontes de energia. Algumas dessas fontes podem ser hidrogênio, água, hidrocarbonetos ou

Centro de Pesquisa

A partir de células sanguíneas humanas, pesquisadores brasileiros conseguiram obter organoides hepáticos – ou minifígados – capazes de exercer as funções típicas do órgão, como produção de proteínas vitais, secreção e armazenamento de substâncias. A inovação permite a produção de tecido hepático no laboratório em apenas 90 dias e pode se tornar, no futuro, uma alternativa ao transplante de órgãos.

No estudo, realizado no Centro de Pesquisa sobre o Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL) – um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) financiado pela FAPESP na Universidade de São Paulo (USP) –, foram combinadas técnicas de bioengenharia, como reprogramação celular e produção de células-tronco pluripotentes, com a bioimpressão 3D. A estratégia permitiu que

Cultura de Streptomyces sp.

A tetronasina é uma molécula produzida por bactérias do gênero Streptomyces que possui atividade antimicrobiana, ou seja, é capaz de matar alguns tipos de microrganismos. No entanto, por ser tóxica também às células humanas, não pode ser usada clinicamente.

Essa realidade pode mudar graças a uma pesquisa conduzida no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) e divulgada na revista Nature Catalysis. Ao sequenciar o genoma da bactéria, os pesquisadores descobriram os genes envolvidos na produção das enzimas que sintetizam a tetronasina e, usando estratégias de biologia molecular e estrutural, conseguiram produzir essas enzimas em laboratório e entender como funcionam. Com base nesse conhecimento, torna-se possível modificar geneticamente as enzimas bacterianas para

Microbiota intestinal de mosquito

Mais da metade da população mundial corre risco de contrair doenças infecciosas transmitidas por mosquitos nos próximos anos. Com as mudanças climáticas, essas chamadas arboviroses – antes um problema concentrado nas zonas tropicais do planeta – passam a ocorrer também em locais de clima temperado.

“Estudos recentes indicam que as bactérias presentes no intestino dos mosquitos transmissores contribuem para o potencial adaptativo desses insetos. É importante, portanto, estudar fatores genéticos, microbiológicos e ecológicos para entender o potencial invasivo, por exemplo, do mosquito-tigre-asiático [Aedes albopictus]”, disse Claire Valiente Moro, do Laboratoire d’Ecologie Microbienne, da Université Claude Bernard Lyon 1, em palestra apresentada no dia 22 de novembro na FAPESP Week France.

O mosquito-tigre-asiático é um dos

Jeany Delafiori, Diogo Oliveira e Rodrigo Catharino

Após revelar de modo pioneiro o potencial do vírus zika de combater tumores no cérebro, um grupo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) liderado pelo professor Rodrigo Ramos Catharino mostrou que o patógeno também pode ser uma arma contra o câncer de próstata.

Por meio de experimentos feitos com uma linhagem de adenocarcinoma de próstata humano (PC-3), os cientistas observaram que o zika, mesmo após ser inativado por alta temperatura, é capaz de inibir a proliferação das células tumorais. Os resultados da pesquisa, apoiada pela FAPESP, foram divulgados na revista Scientific Reports.

“O próximo passo da investigação envolve testes em animais. Caso os resultados sejam positivos, pretendemos buscar parcerias com empresas para viabilizar os ensaios

pesquisadores

Pesquisadores de Ribeirão Preto e de São Carlos desenvolveram formas modificadas de substâncias alcaloides produzidas pela planta amazônica unha-de-gato (Uncaria guianensis). Em sua versão natural, esses compostos ficaram conhecidos pela capacidade de combater tumores e inflamações, além de agir na modulação do sistema imune. O objetivo do grupo é obter uma estrutura química com ação terapêutica potencializada.

O trabalho teve apoio da FAPESP e foi publicado na Scientific Reports por grupos da Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Os alcaloides são compostos orgânicos produzidos por plantas ou microrganismos e usados há muito tempo na medicina. Um exemplo é a morfina, extraída da flor da papoula (Papaver somniferum).

Estudos