Ciência

anticorpos

Uma pesquisa conduzida por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade de Umëa, na Suécia, propõe uma nova abordagem de detecção de aterosclerose, usando como marcadores os anticorpos que são produzidos pelo organismo para combater algumas das toxinas liberadas durante a formação das placas de ateroma.

A formação da aterosclerose ocorre quando placas de ateroma (gordura) se acumulam nas artérias, estreitando, enrijecendo ou mesmo obstruindo os vasos sanguíneos. O responsável por este processo é o colesterol LDL, chamado de colesterol ruim, que uma vez oxidado libera os componentes que se acumulam nos vasos.

Magnus Gidlund, professor do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, explicou, em entrevista à Assessoria de Imprensa do

bovinos

Estima-se que entre 20% e 40% das gestações em bovinos sejam perdidas ainda na fase embrionária. As causas da mortalidade ou os fatores que afetam a sobrevivência dos embriões e a continuidade da gestação bovina, porém, ainda não foram totalmente elucidados.

Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), campus de Pirassununga, em colaboração com colegas das universidades da Flórida, nos Estados Unidos, e da Antuérpia, na Bélgica, indicou que há uma comunicação bioquímica entre o embrião e o útero que pode ser fundamental para garantir o desenvolvimento ideal e o estabelecimento bem-sucedido da gestação em bovinos.

Os resultados do estudo, apoiado pela FAPESP, foram publicados na revista Scientific Reports.

“Constatamos que

pesquisas sobre doenças fúngicas

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) firmaram parceria para a entrega de novos equipamentos ao Laboratório de Epidemiologia Molecular e Doenças Infecciosas (Lemdi) da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp.

O acordo entre as instituições foi firmado em 2017 e prevê investimentos da ordem de US$ 5 milhões durante cinco anos para a realização de projetos de pesquisa clínica em infectologia. Com os recursos doados, foram adquiridos equipamentos para exames do tipo PCR (reação em cadeia da polimerase), fotodocumentadores, freezers, capelas, fluxos laminares, dentre outros instrumentos para preservação e coleção de fungos.

Em 2020, será entregue um sequenciador de alto desempenho avaliado em US$

Peter Ratcliffe e Joanna Darck Carola Correia Lima

O pesquisador da Universidade de Oxford Peter Ratcliffe, anunciado nesta segunda-feira (07/10) como um dos ganhadores Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 2019, tem em sua equipe uma estudante brasileira.

A piauiense Joanna Darck Carola Correia Lima, graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), realiza atualmente estágio no laboratório de Ratcliffe, no Reino Unido, como parte do seu doutorado no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), com apoio de bolsa FAPESP.

Lima tenta descobrir como baixas taxas de oxigênio nas células (hipóxia) de tumores colorretais podem levar os pacientes a desenvolver caquexia, síndrome que consiste em uma perda severa de gordura e de massa muscular associada a

espécies

O Projeto BioGenoma da Terra (EBP, na sigla em inglês) estabeleceu, em seu primeiro ano de atuação, a fundação necessária para completar a primeira fase do projeto, cujo objetivo é sequenciar o DNA de todas as espécies eucarióticas da Terra.

A primeira fase da iniciativa envolve o sequenciamento, nos próximos três anos, de espécies que representem cada uma das cerca de 9,3 mil famílias de plantas, animais, protozoários, fungos e outros microrganismos Detalhes do projeto foram apresentados em um encontro realizado na Rockefeller University, em Nova York, no fim de agosto.

"Foi um ano de tremendo progresso para o EBP, com interesse ampliado e apoio da comunidade científica, de agências de financiamento, de entidades filantrópicas

água

A água pode manter-se líquida em temperaturas muito inferiores a 0 °C. Essa fase, chamada de super-resfriada, é um tema atual da pesquisa científica. Um modelo teórico desenvolvido na Universidade Estadual Paulista (Unesp) mostrou que, na água super-resfriada, existe um ponto crítico, no qual grandezas como a expansão e a compressibilidade térmicas apresentam comportamento anômalo.

O estudo foi coordenado por Mariano de Souza, professor do Departamento de Física do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp em Rio Claro, e contou com apoio da FAPESP. Artigo a respeito foi publicado por Souza e colaboradores na revista Scientific Reports.

“Nosso estudo evidenciou que esse segundo ponto crítico é um análogo daquele que ocorre na faixa dos

raios

Um tipo de raio “invertido”, que em vez de descer das nuvens e tocar o solo, como ocorre com a maioria das descargas elétricas, parte de uma estrutura alta na superfície e se propaga em direção às nuvens, começou a ser observado no Brasil nos últimos anos.

Responsáveis pelos primeiros registros do fenômeno no país, pesquisadores do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) conseguiram desvendar, agora, os mecanismos envolvidos na formação desses chamados raios ascendentes.

O estudo, resultado de um projeto apoiado pela FAPESP, teve resultados publicados na revista Scientific Reports.

A investigação foi conduzida durante o doutorado de Carina Schumann, no Inpe, com bolsa da FAPESP.

“Constatamos que

biossegurança

O Departamento de Parasitologia do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP) inaugurou o Laboratório de Nível de Biossegurança 3 (NB3), adequado à manipulação de microrganismos com alto grau de patogenicidade e que oferecem risco à vida humana e ao meio ambiente.

A construção da unidade foi planejada e coordenada pelo professor Carsten Wrenger, do ICB-USP. Terá, a princípio, duas linhas de pesquisa: uma focada em malária, pelo grupo de Wrenger, e outra dedicada ao estudo da bactéria intracelular Rickettsia rickettsii, pelo grupo da professora Andréa Cristina Fogaça.

O laboratório NB3 é composto por quatro ambientes: Unidade de Artrópodes (vetores); Unidade de Experimentação em Vertebrados (hospedeiros); Unidade de Imagens, que conta

esferoide tumoral contendo células-tronco de meduloblastoma

Cientistas do Centro de Pesquisa sobre o Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL) da Universidade de São Paulo (USP) identificaram uma molécula capaz de reduzir a agressividade dos chamados tumores embrionários do sistema nervoso central, que acometem sobretudo crianças de até quatro anos.

Os resultados foram publicados na revista Molecular Oncology. O CEGH-CEL é um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) financiado pela FAPESP e coordenado por Mayana Zatz, professora do Instituto de Biociências (IB) da USP.

A abordagem proposta pelo grupo se enquadra nas chamadas terapias baseadas em microRNA – pequena molécula de RNA que não codifica proteína, mas tem papel regulatório no genoma. No estudo, os pesquisadores usaram uma versão sintética

enzima luciferase

A larva do besouro Phrixothrix hirtus – popularmente conhecida como larva-trenzinho – é um dos poucos organismos conhecidos capazes de produzir luz na cor vermelha, além de luz verde-amarelada, mais comum entre espécies bioluminescentes. Em artigo publicado na revista Scientific Reports, pesquisadores brasileiros e japoneses descreveram como esse fenômeno ocorre.

A investigação foi conduzida com apoio da FAPESP e envolveu equipes da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), do Laboratório Nacional de Biociências do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (LNBio-CNPEM), em Campinas, e da University of Electro-Communications, no Japão.

“As espécies bioluminescentes sintetizam uma enzima conhecida como luciferase, que catalisa a oxidação de pigmentos do tipo luciferina, produzindo oxiluciferina e luz. Nosso

siloxano-poliéter

Um material polimérico e com características de hidrogel desenvolvido por pesquisadores brasileiros pode ajudar a responder a um dos desafios atuais da indústria farmacêutica: criar um sistema que permita a liberação controlada no organismo de moléculas com diferentes atividades farmacológicas contidas em uma única drágea.

Em um estudo apoiado pela FAPESP e divulgado na revista Applied Bio Materials, da American Chemical Society, cientistas das universidades de Franca (Unifran) e do Estado de Minas Gerais (UEMG) testaram o uso de uma classe de material conhecida como siloxano-poliéter – ou “ureasil” – para liberar no organismo de forma simultânea um anticancerígeno e um anti-inflamatório. Além de ações terapêuticas distintas, os fármacos usados na pesquisa também apresentam diferentes