Ciência

projetos científicos

O Programa EmergeLabs Eurofarma anunciou os 16 projetos científicos selecionados em sua primeira edição. Segundo os organizadores, após avaliação de 70 projetos inscritos, considerando critérios como impacto, criatividade, audácia, atualidade e comunicação, os projetos escolhidos representam diversas instituições, como Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade Federal de Campina Grande, entre outras.

As equipes selecionadas são compostas por professores, estudantes e pesquisadores de mestrado, doutorado ou pós-doutorado. Entre os projetos selecionados destacam-se pesquisas para novos fármacos, terapias e análises clínicas. A lista completa dos projetos está disponível no site da Eurofarma.

Os membros dos projetos selecionados terão quatro rodadas de formação na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade

Pesquisa

Um novo estudo concluiu que o canabidiol contribui para diminuir a agressividade induzida pelo isolamento social. O trabalho foi feito em camundongos por pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP). Resultados foram publicados na revista Progress in Neuro-Psychopharmacology and Biological Psychiatry.

“Nosso estudo demonstra que o canabidiol tem efeito na redução da agressividade e que a substância realiza o papel de inibidor da agressividade devido ao fato de facilitar a ativação de dois receptores: o receptor 5-HT1A, responsável pelos efeitos do neurotransmissor serotonina, e o receptor CB1, responsável pelos efeitos de endocanabinoides”, disse Francisco Silveira Guimarães, professor titular da FMRP-USP e líder do estudo.

Apesar de extraído da

ionização

A esterilização de instrumentos cirúrgicos metálicos é feita normalmente em aparelhos conhecidos como autoclaves, com temperaturas igual ou acima de 121 ºC, capazes de matar microrganismos.

Mas equipamentos como cateteres venosos, fabricados com materiais poliméricos como silicone ou poliuretano, não resistem a altas temperaturas e precisam ser esterilizados de outra maneira. Os agentes microbicidas geralmente utilizados são a radiação gama ou o óxido de etileno. Mas seu uso requer tecnologias caras e pode gerar resíduos nocivos.

Um procedimento alternativo, a esterilização por jato de plasma de ar atmosférico, foi proposto e testado com sucesso por Anelise Doria, professora na Universidade do Vale do Paraíba (Univap).

O procedimento foi descrito em artigo publicado na revista Plasma

camarões

Pesquisadores e o setor produtivo brasileiros integram o recém-lançado Aquavitae, o maior consórcio científico já realizado para estudar a aquicultura no Atlântico e no interior dos continentes banhados por esse oceano. Orçado em oito milhões de euros oriundos majoritariamente do programa Horizon 2020, da União Europeia, o projeto reúne 29 instituições de 16 países americanos, africanos e europeus com o objetivo de aumentar a produção aquícola por meio de pesquisas a serem desenvolvidas nos próximos quatro anos.

“Isso se dará, principalmente, pelo desenvolvimento de novas espécies de nível trófico (alimentar) baixo, que estão na base da pirâmide alimentar, como as algas e moluscos, por exemplo”, explica o pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura (TO) Lucas

Imagens por microscopia eletrônica

Pesquisadores brasileiros e europeus conseguiram demonstrar o funcionamento de um composto para transportar o princípio ativo de uma vacina oral contra a hepatite B até o sistema imune. Ao se unirem, mesmo tendo tamanhos diferentes, as partículas contendo sílica e um antígeno chegam ao intestino sem serem destruídas pela acidez do sistema digestório.

O composto reúne sílica nanoestruturada SBA-15, desenvolvida por pesquisadores do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IFUSP), e o antígeno HBsAg, criado no Instituto Butantan.

O composto foi submetido a diferentes técnicas de raios X e nêutrons em laboratórios na Europa. O estudo, com resultados publicados na Scientific Reports, teve apoio da FAPESP e de agências europeias.

O objetivo do

obtenção da glicerina

Pesquisadores da Embrapa Agroenergia (DF) estão usando a glicerina gerada no processo de produção de biodiesel para obter compostos químicos valorizados pela indústria. O coproduto é usado por microrganismos como fonte de carbono para a produção de ácidos orgânicos e outras substâncias (polióis, dióis e cetonas) que podem ser vendidas para indústrias farmacêuticas, alimentícias, cosméticas e químicas. Isso significa que, com o aproveitamento desse coproduto, a indústria poderá lucrar entre dez e 100 vezes mais do que comercializar a glicerina bruta, a depender do composto químico produzido e para qual finalidade.

Trata-se de um destino mais nobre e uma forma de valorizar a glicerina, que costuma ser vendida em sua forma bruta ou purificada, ou

instalações na Poli

O Departamento de Engenharia Química da Escola Politécnica (Poli) da Universidade de São Paulo (USP) inaugurou, em 12 de julho, o Laboratório de Pesquisa e Inovação em Processos Catalíticos (LaPCat).

O LaPCat tem apoio do Centro de Pesquisa para Inovação em Gás (RCGI), um Centro de Pesquisa em Engenharia (CPE) financiado pela FAPESP em parceria com a Shell e sediado na Poli.

No novo laboratório serão desenvolvidos catalisadores para diversas reações e processos químicos, como a tri-reforma do metano para produção de gás de síntese (syngas) para uso como matéria-prima para combustíveis e produtos químicos, a reação de Fischer-Tropsch para produção de combustíveis, hidrocarbonetos leves e olefinas, a reação conhecida como Water Gas

laboratórios de pesquisa

A Plataforma Científica Pasteur-USP será inaugurada nesta quinta-feira (04/07) pelo Instituto Pasteur, fundação francesa de pesquisa em prevenção e tratamento de doenças infecciosas, no campus da Universidade de São Paulo (USP) na zona oeste da capital paulista.

Localizada no Centro de Pesquisa e Inovação Inova USP, em uma área de 1.700 metros quadrados, a plataforma será composta por 17 laboratórios. A plataforma terá laboratórios de pesquisa de nível de biossegurança 3 equiparáveis aos parâmetros internacionais, onde serão estudados patógenos de alto risco. O investimento previsto é de cerca de R$ 40 milhões, sendo R$ 15 milhões em equipamentos.

A partir de uma parceria científica entre o Pasteur, a USP e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz),

maracujá

Uma pesquisa em andamento no município de Terra Nova do Norte (MT) está levando esperança aos produtores de maracujá de Mato Grosso e reativando a cultura no estado. O trabalho, conduzido em parceria entre Embrapa e a cooperativa Coopernova, valida a resistência à fusariose de maracujazeiros enxertados. Causada pelo fungo Fusarium oxysporum f. passiflorae, a doença atinge as raízes e mata as plantas em poucos dias, inviabilizando o cultivo em áreas infectadas.

Dados preliminares mostram que ao menos um dos três porta-enxertos utilizados tem se mostrado resistente à doença nas condições climáticas e de solo daquela região. Enquanto as plantas cultivadas sem enxertia (pé-franco) morreram e algumas das enxertadas em Passiflora alata e Passiflora gibertii

substâncias sintetizadas de molécula da canela-seca

Um composto natural isolado de uma planta originária da Mata Atlântica, popularmente conhecida como canela-seca ou canela-branca (Nectranda leucantha), pode resultar em novos medicamentos para o tratamento da leishmaniose visceral e da doença de Chagas.

Pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz constataram em um estudo apoiado pela FAPESP que substâncias derivadas de uma molécula da planta, pertencente ao grupo das neolignanas, são capazes de combater os parasitas transmissores dessas doenças que afetam milhões de pessoas no Brasil e em outros países em desenvolvimento.

Os resultados do trabalho foram publicados na revista Scientific Reports e no European Journal of Medicinal Chemistry.

“Observamos que os compostos foram altamente potentes contra a Leishmania infantum, causadora da leishmaniose visceral, e

Workshop Biopharma and Metabolomics

Pesquisadores do Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR), do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), estudam bactérias que promovem o crescimento das plantas. Como foram isolados do solo, esses organismos têm potencial para serem usados como fertilizantes sem causar a poluição das águas e alterações prejudiciais ao próprio solo, como pode ocorrer com fertilizantes químicos.

O estudo coordenado por Juliana Velasco, pesquisadora do LNBR-CNPEM, foi apresentado durante o Workshop Biopharma and Metabolomics, no dia 26 de junho na FAPESP. O projeto é um dos que são financiados no âmbito de um acordo de cooperação entre a FAPESP e a Agilent Technologies.

Depois de isolar bactérias do solo, a equipe de Velasco começou a