Ciência

membrana de poliuretano

Com apoio da FAPESP e do Fundo de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão da Unicamp, o estudo foi publicado no artigo Polyurethane fibrous membranes tailored by rotary jet spinning for tissue engineering applications da revista Journal of Applied Polymer Science.

O biomaterial desenvolvido é uma nova membrana de poliuretano produzida por rotofiação, técnica que produz as fibras por meio da aplicação da força centrífuga. A nova membrana não apresentou nível tóxico em contato com osteoblastos in vitro, ou seja, tem boa interação com células envolvidas na formação dos ossos do corpo humano.

A membrana é um tipo de rede muito fina, estruturada para permanecer temporariamente no corpo. O biomaterial dá suporte para o crescimento

Colisão de asteroides

Ao colidirem, há bilhões de anos, alguns asteroides formaram famílias compostas por fragmentos com até centenas de quilômetros, que compartilham órbitas semelhantes.

Outros asteroides, ao entrarem em um estado de rotação muito rápida, denominada rotação crítica, desprenderam fragmentos de rocha pouco massivos, com até alguns quilômetros de diâmetro, dando origem aos chamados grupos de fissão rotacional.

Até então, os grupos de fissão conhecidos não estavam relacionados com as famílias de colisão. Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Guaratinguetá, por meio de um projeto apoiado pela FAPESP, indicou, porém, que alguns deles podem ter sido originados justamente de famílias de asteroides colisionais.

Os resultados do estudo, que teve participação de

Vasos sanguíneos da retina de um camundongo com retinopatia

Pesquisadores identificaram uma assinatura genética com valor prognóstico capaz de prever a sobrevida de pacientes com certos tipos de câncer de mama. A descoberta leva também a uma melhor compreensão sobre os mecanismos moleculares de um processo de vascularização conhecido como angiogênese patológica, essencial para o desenvolvimento de diversas doenças.

A pesquisa, publicada na revista PLOS Genetics, combinou estudo sobre genes envolvidos na retinopatia patológica – lesões oculares que também servem como modelo para o estudo de angiogênese – e dados da expressão gênica (transcritoma) de bancos de dados públicos sobre o câncer de mama.

Realizado por pesquisadores do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP) em colaboração com o Instituto de Pesquisa

programa Ciência Aberta

A ciência registra que o Homo sapiens tem um antepassado comum, o Homo habilis, que, segundo algumas teorias, teria saído da África em direção ao Cáucaso há cerca de 2,4 milhões de anos; as espécies humanas que surgiram depois se espalharam por todo o mundo. A saga do homem é contada pela Arqueologia – com base em achados fósseis – e, mais recentemente, também pela Genômica, que trouxe para a ciência ferramentas poderosas para a investigação do passado.

As duas narrativas sobre a origem do homem – a da Arqueologia e da Genômica –, no entanto, divergem em vários pontos. E alguns destes pontos de divergência ficaram evidentes no oitavo episódio do programa Ciência Aberta,

Famerpe

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) inaugurou, no fim de novembro, no bairro da Vila Toninho, seu novo Centro de Pesquisas Clínicas. O espaço vai abrigar a nova fase de testes da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan e também atendimentos feitos no âmbito do Projeto Temático “Estudo epidemiológico da dengue (sorotipos 1 a 4) em coorte prospectiva de São José do Rio Preto”, apoiado pela FAPESP.

“No espaço, gerido em parceria com a prefeitura, nós atendemos os voluntários de ambos os estudos, que somam cerca de 3 mil pessoas. São dois consultórios, sala de coleta, sala de reuniões e escritório administrativo. Uma infraestrutura apropriada para a

Simulação computacional

Transições de fase clássicas ocorrem quando determinados parâmetros, como a temperatura ou a pressão, variam. Os exemplos mais conhecidos são as transições de fase da água, passando do estado sólido para o líquido e do líquido para o gasoso, com a elevação da temperatura. Já as transições de fase quânticas ocorrem sem a variação desses parâmetros. Ao contrário, as mais notáveis acontecem em temperaturas estáveis extremamente baixas, próximas do zero absoluto, em patamares da ordem do nanokelvin ou até do picokelvin.

Um estudo, realizado na Universidade Estadual Paulista (Unesp), no campus de Araraquara, investigou uma transição específica na qual o material muda radicalmente de comportamento em relação à condutividade elétrica, passando de superfluido ou supercondutor

mexilhões

Um estudo realizado em seis praias do Guarujá (SP) sugere que a urbanização pode ser um fator indutor de estresse não apenas para os humanos, mas também para os mexilhões.

Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em Santos, e da University of New South Wales, na Austrália, encontraram uma correlação direta entre o grau de urbanização, a contaminação do mar por metais e o possível estresse metabólico que esses contaminantes causam em mexilhões que vivem nessas praias. O estudo, apoiado pela FAPESP, foi publicado no Marine Pollution Bulletin.

O grupo coletou, em seis praias do Guarujá, mexilhões da espécie Mytilaster solisianus, que vive em grandes aglomerados fixada nos costões rochosos. O molusco não

cana-de-açúcar

Um grupo internacional liderado por pesquisadores brasileiros concluiu o sequenciamento mais completo já feito do genoma da cana-de-açúcar comercial. No total, foram mapeados 373.869 genes, o que corresponde a 99,1% do total.

O trabalho é resultado de quase 20 anos de pesquisas apoiadas pela FAPESP e abre caminho para o melhoramento genético da cultura mais produzida no mundo em toneladas, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

O artigo publicado na revista GigaScience tem como primeiras autoras Glaucia Mendes Souza, professora do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP) e coordenadora do Programa BIOEN da FAPESP, e Marie-Anne Van Sluys, professora do Instituto de Biociências da USP

bactéria oportunista

Um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) descreveu um sistema presente em uma espécie de bactéria oportunista, encontrada em ambientes hospitalares, capaz de injetar um coquetel de toxinas e eliminar completamente outras bactérias competidoras. A descoberta pode ajudar, futuramente, no desenvolvimento de novos compostos antimicrobianos.

O estudo, apoiado pela FAPESP, foi publicado na PLOS Pathogens por pesquisadores do Instituto de Química e do Instituto de Ciências Biomédicas, ambos da USP.

Os pesquisadores descobriram que a bactéria Stenotrophomonas maltophilia, ao competir com outros microrganismos por espaço e alimento, utiliza um sistema de secreção que produz um coquetel de toxinas para ser injetado nas rivais. Além disso, os pesquisadores caracterizaram uma das 12 proteínas

Alunos de escolas públicas

Um grupo de alunos da Escola Estadual Ângelo Scarabucci, de Franca (SP), utilizou resíduos das indústrias de calçados para criar um capacete sustentável para a proteção de ciclistas.

Registrado em um vídeo de pouco mais de 6 minutos, gravado com um telefone celular, o projeto ficou com o primeiro lugar no concurso Ciência para Todos, promovido pela Fundação Roberto Marinho/Canal Futura e pela FAPESP, com apoio da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo.

O prêmio foi uma visita ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas. Além de conhecer Sirius, a nova fonte de luz síncrotron brasileira, os alunos visitaram o Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano) e conheceram pesquisas

Galea spixii

A doença de Chagas é considerada um dos maiores problemas de saúde pública na América Latina. Segundo dados da organização sem fins lucrativos Drugs for Neglected Diseases initiative (DNDi), vivem na região cerca de 6 milhões de pessoas infectadas, distribuídas em 21 países. Apenas 10% delas são diagnosticadas e só 1% recebe tratamento.

No Brasil, o Ministério da Saúde estima a existência de pelo menos 1 milhão de infectados pelo protozoário Trypanosoma cruzi – causador da doença que, quando se torna crônica, pode levar à morte por insuficiência cardíaca. Mais de 90% dos casos se concentram nas regiões Norte e Nordeste.

Com o objetivo de compreender os elementos envolvidos na cadeia de transmissão da doença