Ciência

Escherichia coli

Incomum, selenocisteína é sintetizada a partir de outro aminoácido (serina) e possui selênio em sua composição

As interações existentes no processo de formação (biossíntese) do aminoácido selenocisteína foram desvendadas por uma equipe de pesquisadores do Laboratório de Biologia Estrutural do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP. Ao contrário dos outros 20 aminoácidos existentes, a selenocisteína tem características incomuns: ela é sintetizada a partir de outro aminoácido (serina) e tem selênio em sua composição, um composto que possui duplo papel nas células, já que, em concentrações muito baixas, é um micronutriente essencial para a célula e, em concentrações mais altas, se torna uma toxina potente.

Em 2011,

pesquisa sobre Doenca de Chagas

Desenvolvido pelo Instituto Carlos Chagas (ICC/Fiocruz Paraná), um estudo pioneiro poderá abrir novos caminhos para a pesquisa relacionada à Doença de Chagas. A investigação comprovou, pela primeira vez, que modificações em proteínas chamadas histonas – proteínas presentes no núcleo da célula e que são fundamentais para a compactação do DNA e para a regulação dos genes – estão amplamente presentes no Trypanosoma cruzi, parasita causador da doença. A pesquisa do papel dessas modificações em seres humanos e outros organismos já é consolidada no meio científico e contemplada pela área da Epigenética, a qual investiga mecanismos regulatórios hereditários que não envolvem mudança na sequência do DNA do organismo, bem como suas

Marilia Simao dos Santo

Estudo, desenvolvido no Instituto de Química, gerou pedido de registro de patente

A medicina tem registrado nos últimos anos um número crescente de casos de infecções provocadas por fungos. Dois fatores associados a este avanço são o aumento do contingente de pessoas imunodeprimidas e a resistência dos micro-organismos aos medicamentos presentes no mercado. Estudo realizado para a tese de doutorado da farmacêutica Marilia Simão dos Santos desenhou e sintetizou dois novos compostos com propriedades antifúngicas. A pesquisa abre perspectiva para o desenvolvimento de futuros fármacos destinados ao tratamento dessas enfermidades. O trabalho, defendido no Instituto de Química (IQ) da Unicamp, foi orientado pelo professor Fernando Coelho.

 De acordo com

Predio da Fapesp

Especialistas de São Carlos contam como agência ajudou no desenvolvimento de São Paulo

Qual a importância da Fapesp para o desenvolvimento da ciência, da tecnologia e da inovação no Estado de São Paulo? Para responder à pergunta, a professora Maria Aparecida Ruas, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, recorre ao livro Crônicas subversivas de um cientista.

Ela abre na página 148, na qual sublinhou um pequeno trecho a lápis, e começa a ler: “A verdadeira revolução paulista aconteceu em 1960, com a criação da Fapesp – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. Foi com a Fapesp que

Fiocruz Bahia

Em balanço das atividades de 2016, apresentado pelo diretor da unidade, Manoel Barral Netto, a Fiocruz Bahia teve 161 artigos científicos publicados, sendo 16 sobre zika, o que demostra  o envolvimento da unidade na resolução do problema identificado como emergência em saúde pública no país.  O resultado, contabilizado até o momento, representa um incremento de 28% em relação ao ano anterior, quando foram publicados 125 trabalhos. Outra conquista recente foi a publicação, no Diário Oficial da União, em 14 de dezembro, que formaliza a Fiocruz Bahia como Instituto de Pesquisa (IGM), ampliando sua missão e as possibilidades de atuação.

Estas informações foram apresentadas na reunião de final de ano,

receptor PPAR

Com modelos de computador, grupo da Escola de Artes, Ciências e Humanidades busca substâncias que podem se tornar fármacos

Um grupo multidisciplinar da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP alia química, ensaios biológicos e computação para identificar e criar substâncias com potencial para se tornarem novos fármacos. A professora da EACH Káthia Maria Honório, que lidera a pesquisa, trabalha na área de química medicinal computacional desde a iniciação científica ainda no Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da USP.

Com base em um determinado alvo biológico que pode causar uma doença, o grupo analisa substâncias para descobrir quais componentes de sua estrutura poderiam ser usados

epilepsia do lobo temporal mesial

Em um estudo publicado na revista PLoS One, pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostraram ser possível usar informações genéticas para identificar precocemente quais pacientes com uma das formas mais graves de epilepsia – conhecida como epilepsia do lobo temporal mesial (ELTM) – são refratários ao tratamento medicamentoso e, portanto, têm indicação para cirurgia.

O trabalho foi conduzido no âmbito do Instituto de Pesquisa sobre Neurociências e Neurotecnologia (BRAINN, na sigla em inglês) – um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) financiado pela FAPESP – sob a coordenação da professora Iscia Lopes-Cendes.

“Estima-se que, nos melhores centros do mundo, leva-se entre 15 e 20 anos para um

 astronomia

A FAPESP quer estreitar relações com instituições chilenas para ampliar os esforços de pesquisa em áreas estratégicas. “Nossas parcerias científicas continuam fortemente centradas em instituições dos Estados Unidos e da Europa Ocidental. Precisamos nos aproximar mais dos países vizinhos da América do Sul”, afirmou José Goldemberg, presidente da FAPESP.

As afinidades científicas entre o Brasil e o Chile estiveram em pauta no Workshop FAPESP-Conicyt, em 7 de dezembro de 2016 na sede da instituição. Conicyt é a Comisión Nacional de Investigación Científica y Tecnológica, do Chile, e o encontro foi projetado exatamente para estimular novas colaborações entre pesquisadores brasileiros e chilenos nas áreas de astronomia, oceanografia, agroindústria e nanotecnologia.

Estudo com camundongos

Estudo coordenado pelo médico José Xavier-Neto, do Laboratório Nacional de Biologia (LNBio), de Campinas, indica que a infecção pelo vírus Zika só produz anormalidades congênitas graves em filhotes de camundongos quando suas mães são expostas ao patógeno entre o quinto e o 12º dia depois da fecundação.

Em seres humanos, esse intervalo de tempo equivale à segunda e à quinta semana de gestação. Nos roedores, a infecção por Zika após o 12º dia do ato sexual não levou a malformações significativas nos filhotes. O trabalho foi publicado no dia 23 de fevereiro na revista eletrônica PLOS Neglected Tropical Diseases.

O artigo da equipe do LNBio, que contou com financiamento

Ipomoea subrevoluta e Ipomoea emetica

Após 30 anos de sua coleta da natureza, uma nova espécie de planta foi descoberta e catalogada pela ciência. Encontrada somente no Pantanal, a Ipomoea pantanalensis J.R.I.Wood & Urbanetz havia sido depositada na década de 1990 pelo pesquisador da Embrapa Pantanal (MS) Arnildo Pott, atualmente aposentado, que a armazenou no herbário daquele centro de pesquisa. Dois exemplares da espécie nova foram coletados por Pott e foram catalogados como sendo de espécies já conhecidas (Ipomoea subrevoluta e Ipomoea emetica).

O pesquisador John Wood, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, visitou o herbário brasileiro e percebeu que o material armazenado não correspondia às espécies conhecidas. Em 2016, a nova planta,

doencas cardiovasculares

Estudos desenvolvidos em laboratório da Unicamp trazem novas revelações a respeito dos efeitos da obesidade entre crianças e adolescentes

Atenção, adolescentes! Dormir menos que oito horas diárias pode ser um fator de risco para doenças cardiovasculares futuras. O start de tudo é a resistência à insulina. Depois vêm o ganho de peso, o diabetes e outros fatores. O alerta é de Bruno Geloneze, professor e endocrinologista da Unicamp que atua no Gastrocentro e que lidera um grupo de pesquisa multicêntrico batizado Brazilian Metabolic Syndrome Study (Brams).

“Alguns adolescentes estão ficando acordados de madrugada porque inacreditavelmente estão estressados, e não porque estão felizes. E dormir menos leva a uma piora