Ciência

Pesquisadores da UFRJ, Idor e Unicamp usam modelo desenvolvido para estudo de doenças neuropsiquiátricas para desvendar o efeito do vírus no cérebro e buscar terapias

Cientistas brasileiros têm usado os chamados organoides cerebrais ou minicérebros – estruturas tridimensionais milimétricas criadas em laboratório a partir de células-tronco pluripotentes induzidas (IPS, na sigla em inglês) – para entender a relação entre a infecção pelo vírus Zika e o desenvolvimento de microcefalia.

Parte dos experimentos coordenados por Stevens Rehen e Patrícia Garcez, pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor), foi divulgada pela revista Science. O trabalho contou com a participação da bolsista FAPESP de pós-doutorado Juliana Minardi Nascimento.

“O objetivo do meu projeto de pós-doutorado é usar organoides cerebrais criados a partir de células de pacientes com esquizofrenia

galinhas

Estudo feito pelo pesquisador Dirceu Talamini, da Embrapa Suínos e Aves, em parceria com o cientista Antônio Pinheiro, da Universidade Évora, Portugal, mostrou que entre 1982 e 2010 a pesquisa científica foi responsável por 20,8% do progresso técnico do setor. O sucesso da produção brasileira de frango de corte, que tem crescido mesmo num momento em que a economia nacional enfrenta uma crise, deve-se também ao apoio da pesquisa científica e tecnológica. O setor se consolidou a partir dos anos 70 ao combinar inovação tecnológica constante com empreendedorismo.

Para entender como a inovação científica sustentou a consolidação da avicultura de corte, basta observar a relação entre consumo de ração,

Fiocruz Minas

Agentes de combate a endemias do município de Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte, ganharam uma ferramenta que poderá auxiliar no controle de zoonoses (doenças que são transmitidas ao homem pelos animais). Trata-se de uma coleção referência de vetores, montada com o apoio da Curadoria da Coleção de Vetores da Doença de Chagas da Fiocruz Minas. O acervo conta com várias espécies, tornando mais eficiente o trabalho dos agentes, que passam a ter mais conhecimento e informações, ao visitarem os domicílios em busca de focos de doenças.

Os exemplares da coleção montada em Sabará são provenientes dos insetários da Fiocruz Minas. O acervo é composto por espécimes de

Com apoio da FAPESP e do NERC, pesquisadores investigam depósitos de metais na Elevação do Rio Grande e em planícies abissais ao largo da Ilha da Madeira, no Atlântico Norte

A formação rochosa submarina conhecida como Elevação do Rio Grande, uma cordilheira de 3 mil km² no fundo do oceano Atlântico, a 1,5 mil quilômetros de distância da costa brasileira, guarda um verdadeiro tesouro em minerais e elementos químicos cada vez mais escassos na superfície terrestre – e que a ciência começa a desbravar.

Um grupo de pesquisadores apoiados pela FAPESP e pelo Natural Environment Research Council (NERC), um dos conselhos de Pesquisa britânicos, deu início ao projeto Marine ferromanganese deposits – a major resource of E-tech elements (Marine E-tech), um esforço multidisciplinar de estudo da formação de depósitos de metais em águas profundas do oceano Atlântico. Além da

Projeto inédito da Biosintesis inovará em técnicas e metodologias in vitro, em condições de Boas Práticas de Laboratórios (BPL)

O Laboratório Biosintesis – associado ao Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec) – e o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) fecharam acordo para o desenvolvimento de novas técnicas e metodologias para pesquisa in vitro na área de segurança e eficácia de radiofármacos e biomateriais.

O convênio tem como objetivo criar uma metodologia inédita para estudos em materiais biológicos e medicamentos radiológicos. Os estudos serão desenvolvidos dentro dos princípios de boas práticas de laboratório (BPL), um sistema de qualidade adotado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para todos os países membros. As normas estabelecem requisitos ao processo organizacional e condições técnicas para estudos não

ara participar, grávidas de Ribeirão Preto devem se cadastrar até 30 de junho

A Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP anunciou o início de um projeto de pesquisa inédito que vai acompanhar cerca de 3 mil grávidas da cidade para conhecer a relação causal entre o Zika vírus e a microcefalia. O projeto é coordenado pelo professor Benedito Antônio Lopes da Fonseca, do Laboratório de Virologia da FMRP, e pela médica e obstetra do Programa de Assistência à Saúde da Mulher, da Prefeitura Municipal, Suzi Volpato Fábio. O anúncio foi feito nesta quarta-feira, dia 3 de fevereiro.

O professor Fonseca diz que a pesquisa do grupo de Ribeirão Preto vai acompanhar todas as grávidas, sintomáticas e assintomáticas. “Até agora

Edney Dias e Maria Helena Guimarães de Castro, da Fundação Seade, reuniram-se com José Goldemberg e Carlos Henrique de Brito Cruz, da FAPESP

A FAPESP e a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) firmaram na quinta-feira (19/11) um acordo de cooperação com duração de cinco anos para o desenvolvimento de projetos de pesquisa com alto impacto científico, social e econômico a partir do uso das bases de dados produzidas pelo Seade.

Vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão do Estado de São Paulo, o Seade é um centro de referência nacional na produção e disseminação de análises e estatísticas socioeconômicas e demográficas.

Durante a assinatura do acordo, realizado na sede da FAPESP, a diretora executiva do Seade, Maria Helena Guimarães de Castro, ressaltou a importância do apoio a pesquisas realizadas

Laboratório desenvolverá pesquisas em bionenergia, especialmente ao bioetanol e a outros biocombustíveis, à bioeletricidade e a produtos químicos derivados da cana-de-açúcar e de outras biomassas

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) criou Laboratório de Pesquisa em Bioenergia que irá operar vinculado ao seu Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético (Nipe).

O novo laboratório integra a infraestrutura do Centro Paulista de Pesquisa em Bioenergia – internacionalmente conhecido como SP BIOEN Research Center (SPBioenRC) –, criado em 2009 por meio de um convênio firmado entre o governo do Estado de São Paulo, a FAPESP, a Unicamp, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Universidade de São Paulo (USP).

A Unicamp integra o SPBioenRC desde o início do convênio, porém de forma descentralizada, explica Telma Teixeira Franco, da Faculdade de Engenharia Química da Unicamp, coordenadora do Nipe e

Em visita à FAPESP, diretores do Aché Laboratórios Farmacêuticos disseram querer ampliar pesquisa colaborativa com universidades paulistas

Aumentar a colaboração em pesquisa com as universidades públicas do Estado de São Paulo foi o principal aspecto tratado pelos diretores do Aché Laboratórios Farmacêuticos durante visita à FAPESP em 16 de dezembro de 2015.

A visita teve por objetivo incrementar a parceria em pesquisa entre universidades e a indústria de fármaco. Fundado em 1966, o Aché é um laboratório brasileiro que desenvolve e comercializa medicamentos para prevenção e tratamento de diferentes sintomas e doenças.

A apresentação institucional do Aché foi feita por Mario Bochembuzio, diretor médico do laboratório, que falou sobre as diferentes plataformas mantidas pela empresa para pesquisa e desenvolvimento de fármacos.

Bochembuzio esteve acompanhado por outros

Carlos Moedas, comissário de pesquisa, ciência e inovação da Comunidade Europeia, em palestra na FAPESP

A Comunidade Europeia e o Brasil podem fazer muito mais em termos de cooperação científica e tecnológica baseada em ciência e inovação aberta.

A avaliação foi feita por Carlos Moedas, comissário de pesquisa, ciência e inovação da Comunidade Europeia, durante a palestra que proferiu na terça-feira (17/11), na FAPESP, sobre parcerias estratégicas entre o Brasil e a União Europeia em ciência e inovação aberta.

“O Brasil é um parceiro essencial da Europa e juntos temos avançado em áreas estratégicas”, disse Moedas. “Hoje temos mais de 150 pesquisadores bolsistas brasileiros apoiados por programas de apoio à pesquisa europeus, mas podemos fazer muito mais”, afirmou.

De acordo com o comissário, um

Equipe em campo, em uma das comunidades do Lago Tefé

Uma pesquisa arqueológica realizada na região do lago Tefé, no Amazonas, identificou que os vestígios cerâmicos encontrados na região datam entre 400 e 1.530 anos depois de Cristo. O trabalho foi realizado pela pesquisadora Jaqueline Belletti, por meio de uma parceria entre o Instituto Mamirauá e o Museu de Arqueologia e Etnografia da Universidade de São Paulo (USP).

Jaqueline ressalta que nunca havia sido feita datação de Carbono 14 para os vestígios encontrados no lago Tefé. “Tínhamos apenas estimativas estabelecidas por comparação do material daqui com o material de outras partes da Amazônia. Hoje, sabemos que os materiais estiveram presentes no Lago Tefé desde 400 até 1.530 d.C., pelo