Ciência

microcefalia

O novo artigo do Grupo de Pesquisa da Epidemia de Microcefalia (Merg), intitulado Association between microcephaly, Zika virus infection and other risk factors in Brazil, final report of a case-control study, foi publicado na revista científica The Lancet-Infectious Diseases. O trabalho apresenta os resultados da investigação da associação entre microcefalia e infecção congênita pelo vírus zika e outros possíveis fatores de risco para o aumento de casos observados em Pernambuco entre 2015 e 2016. 

Diversas hipóteses apontadas no início da epidemia foram testadas, como a associação com o uso de vacinas (Tdap, MR, MMR), a utilização do larvicida Pyriproxyfen em reservatórios de água e o uso de medicamentos durante a

roedor subterrâneo

Na natureza, as condições são um tanto inconstantes. Alimentos podem estar disponíveis ou não, predadores são mais abundantes em determinadas situações, os elementos climáticos são, por vezes, um desafio. Convém antecipar algumas dessas condições para entrar em ação quando é mais produtivo ou seguro. Aí entra o relógio biológico, um mecanismo interno para regulação de atividade cujo controle genético vem sendo desvendado nos últimos 30 anos – feito reconhecido pelo Prêmio Nobel de Medicina deste ano. Essa capacidade de previsão é especialmente preciosa para animais que não têm acesso fácil às indicações ambientais, como é o caso dos roedores subterrâneos conhecidos como tuco-tucos.

Trata-se de um ambiente extremo do ponto

moléculas

O câncer de tireoide é uma doença com bons índices de cura na maioria dos casos. Em 5% dos pacientes, porém, o tumor torna-se refratário aos tratamentos disponíveis e capaz de se disseminar pelo corpo e causar a morte.

Em um estudo conduzido no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP), pesquisadores descobriram que, à medida que o tumor se torna mais agressivo, ocorre queda na expressão de 52 microRNAs – pequenas moléculas de RNA que não codificam proteínas, mas desempenham função regulatória em diversos processos celulares.

A investigação foi realizada durante o pós-doutorado de Murilo Vieira Geraldo, com apoio da FAPESP e supervisão da professora

Mamão

Substâncias presentes no mamão colocadas em contato com células de tumores do intestino diminuíram sua proliferação

Um estudo desenvolvido por pesquisadores da USP, no Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC), revelou que o mamão papaia, dependendo do ponto de amadurecimento, inibe a proliferação de células de câncer no intestino. A descoberta, de João Paulo Fabi e Samira Prado, foi publicada nos Scientific Reports, publicação do grupo Nature.

A pesquisa, que analisou tumores humanos, foi realizada in vitro. Os resultados relacionaram a modificação das estruturas das fibras alimentares – dentre elas a pectina – com os efeitos da pectina em células cancerígenas. Se observou que as pectinas diminuíram a interação entre as células de

transistores

Transistores capazes de funcionar com uma corrente elétrica constituída pela passagem de um único elétron por vez estão no horizonte das pesquisas em curso na área de informática. Associando-se o binário “zero-um” ao trânsito ou não do elétron, o equipamento poderá reduzir drasticamente o uso do espaço e o consumo de energia em futuros computadores. A opção ainda não é viável economicamente, mas já existe em laboratório.

Um experimento com dispositivo desse tipo, realizado em 2015 no Instituto Federal Suíço de Tecnologia (ETH Zürich), levantou problemas teóricos que foram agora resolvidos por um grupo de pesquisadores composto por Luis Gregório Dias da Silva (Universidade de São Paulo, USP), Caio Lewenkopf

glioma

O tratamento quimioterápico de pacientes com glioma – o tipo mais comum de câncer de cérebro – e melanoma – o mais agressivo dos tumores de pele – tem sucesso limitado devido, principalmente, à resistência das células tumorais aos medicamentos disponíveis hoje para tratá-los.

Embora essa resistência seja geralmente associada aos mecanismos de reparo dessas células dos danos ao seu DNA causados pelos quimioterápicos, há muitos outros fatores moleculares envolvidos, afirmam especialistas da área.

Um grupo de pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), em colaboração com colegas do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), identificou durante

mitocôndria

A respiração celular, processo que ocorre dentro de uma organela conhecida como mitocôndria e que garante energia para o funcionamento dos organismos, pode eventualmente gerar subprodutos que são tóxicos para as células: as chamadas espécies reativas de oxigênio (ROS, na sigla em inglês).

Em excesso, essas substâncias oxidantes interagem com proteínas, lipídios, carboidratos e ácidos nucleicos fazendo com que as macromoléculas percam sua função. Tal processo pode levar à morte celular e, nos seres mais complexos como os humanos, contribuir para a indução de doenças como câncer, artrite, aterosclerose, Parkinson e Alzheimer.

Estudos mais recentes, no entanto, têm mostrado que, em quantidades adequadas, moléculas reativas como o peróxido de hidrogênio

larvas do Aedes

Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu, identificaram seis espécies de bactérias com potencial para serem usadas como biolarvicidas no combate ao mosquito Aedes aegypti – vetor de doenças como dengue, Zika, febre amarela e chikungunya.

Dados preliminares da pesquisa, apoiada pela FAPESP, foram apresentados por Jayme Souza-Neto, coordenador do Laboratório de Genômica Funcional & Microbiologia de Vetores (Vectomics) do Instituto de Biotecnologia (IBTEC), durante o segundo encontro do Ciclo ILP-FAPESP de Ciência e Inovação, que ocorreu em 27 de novembro na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

“Isolamos cerca de 30 diferentes bactérias encontradas no intestino de mosquitos coletados em Botucatu e as colocamos, uma a

Aedes aegypti

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) desenvolveram uma dieta artificial para Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia, que são os mosquitos utilizados pelo projeto Eliminar a Dengue: Desafio Brasil, coordenado pela Fiocruz. A adoção da nova técnica, em substituição ao sangue humano na alimentação dos mosquitos, trará mais agilidade ao manejo dos insetos. A iniciativa Eliminar a Dengue constitui uma alternativa natural, segura e autossustentável de combate a dengue, zika e chikungunya, e, por utilizar o próprio mosquito no combate às arboviroses, é um método inovador.

O artigo Development and physiological effects of an artificial diet for Wolbachia-infected Aedes aegypti foi publicado na revista científica online Scientific Reports, que integra o grupo Nature e

celula

É uma grande guerra que ocorre dentro do organismo humano, iniciada dias depois da picada de um mosquito do gênero Anopheles infectado com Plasmodium, um protozoário.

Esses parasitas chegam rapidamente ao fígado, invadindo células (hepatócitos) e multiplicando-se em alta velocidade. Os parasitas gerados no fígado invadem os glóbulos vermelhos do sangue, destruindo-os por toda a parte.

A cena ocorre em um caso típico de malária, doença infecciosa febril aguda que causa a morte de meio milhão de pessoas a cada ano e para a qual não existe vacina.

Depois da infecção, o contra-ataque imunológico é iniciado. Por um flanco, há a produção intensa de anticorpos que vão combater a doença,

asteroide  Oumuamua

A Nasa confirmou ontem (27) a presença do primeiro asteroide interstelar, vindo de outra galáxia em nosso sistema solar.  O asteroide de formato alongado e composição rochosa começou a ser observado na Via Láctea desde outubro pela agencia espacial. Os cientistas da Nasa afirmam que este é caso sem precendentes na história de observação da agência. A presença dele, levanta a hipótese sobre a intercomunicação entre mundos estelares diferentes.

As informações sobre o asteroide visitante foram publicadas na revista científica Nature e no site da agência. O objeto ganhou o nome de Oumuamua, que quer dizer mensageiro, em , em havaiano.

O asteroide tem 400 metros de comprimento. A forma