Ciência

Protese

Engenheiro Emerson Moretto desenvolveu um técnica capaz de criar próteses auriculares de forma mais rápida e mais barata utilizando impressoras 3D

No coração do InovaLab@POLI, um laboratório multidisciplinar que oferece recursos avançados para projetos de engenharia, um projeto inovador que une tecnologia e medicina desenvolveu um novo método de elaboração de próteses auriculares e faciais utilizando impressão 3D.

Na dissertação de mestrado Elaboração de Próteses Auriculares Individualizadas Por Meio de Manufatura Apoiada Por Computador apresentada na Escola Politécnica (Poli) da USP, o engenheiro da computação Emerson Moretto, orientado pelo professor Marcelo Zuffo, desenvolveu uma técnica capaz de criar próteses auriculares de forma mais rápida e mais barata utilizando impressoras 3D.

Celula solar perovskita

Pela primeira vez no Brasil, pesquisadores do Instituto de Química (IQ) da Unicamp produziram células solares de perovskita em laboratório. O material, que vem sendo pesquisado pela ciência desde a década de 1960, mas que apenas recentemente teve a aplicação voltada para a geração de energia elétrica a partir da luz solar, surge como alternativa potencialmente mais barata e eficiente ao silício, empregado atualmente em sistemas fotovoltaicos. O resultado foi obtido durante a pesquisa para a dissertação de mestrado do químico Rodrigo Szostak, que contou com a orientação da professora Ana Flávia Nogueira.

A preparação das células solares de perovskita no país tem dois aspectos importantes, como explica Szostak.

pesquisadores

A manhã do dia 9 de setembro de 2016 registrou um avanço na relação entre a comunidade científica e a sociedade civil: a doação de equipamentos para somar esforços à pesquisa sobre o zika no Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). A iniciativa partiu espontaneamente do empresário carioca Bruno Chateaubriand e da rede de restaurantes Manekineko, que, diante do surto de zika no país, resolveram reunir pessoas interessadas em apoiar os estudos. “Estávamos sendo bombardeados, diariamente, por notícias ruins sobre o vírus zika e sua relação com a microcefalia. Os Jogos Rio 2016 se aproximavam, o mundo estava voltado para o Brasil, e nós precisávamos fazer alguma coisa para ajudar no combate

Modelo do complexo FAK:MEF2 ligado ao DNA (à esq.). Cristais do complexo (à dir.) foram submetidos a feixes de raios X, gerados em fontes de luz síncrotron. Resultados desta técnica permitiram a determinação da estrutura molecular

Pesquisadores do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), em Campinas, descobriram um mecanismo molecular envolvido nas alterações das células cardíacas que precedem e determinam o desenvolvimento da insuficiência cardíaca. Os resultados deste trabalho foram publicados no dia 14 de julho na revista científica Structure. A descoberta abre caminho para o desenvolvimento de novos fármacos, capazes de inibir as alterações celulares características da insuficiência cardíaca, de acordo com informações da Assessoria de Comunicação do Laboratório.

As células do coração com insuficiência apresentam um amplo espectro de alterações morfológicas, incluindo hipertrofia e atrofia, que resultam em redução progressiva da sua capacidade de se contrair e de gerar força para bombear o sangue. Diversos

ressonância magnética

Uma das ferramentas mais usadas na pesquisa de neurociência é ressonância magnética funcional (fMRI, na sigla em inglês), que permite acompanhar o fluxo de sangue no interior do cérebro, correlacionando-o à  intensidade da atividade em diferentes regiões do órgão. No entanto, a interpretação correta dos dados gerados pela ressonância magnética requer a aplicação cuidadosa de modelos teóricos, estatísticos e de métricas, sob pena de se gerarem conclusões espúrias: em 2009, um artigo científico, elaborado como paródia, chamou atenção para os riscos de abuso dos métodos estatísticos, ao apresentar resultados “positivos” obtidos com a fMRI do cérebro de um salmão morto.

A tese de doutorado “Investigação do uso de métricas

Equipamento usado nas pesquisas

Objetivo é promover a entrega precisa e controlada do fármaco usado no tratamento de transplantados

Já faz algumas décadas que a ciência tem se dedicado ao desenvolvimento de sistemas que façam o transporte de fármacos no organismo humano. Entre os objetivos das pesquisas está a entrega precisa e controlada de substâncias utilizadas no tratamento de variadas doenças. Tese de doutorado defendida recentemente pela química Daniela Kubota, no Instituto de Química (IQ) da Unicamp, investigou o uso de nanoemulsões para o carreamento da ciclosporina, droga imunossupressora utilizada no tratamento de pessoas submetidas a transplantes, particularmente os transplantados renais. Os resultados do trabalho, orientado pelo professor Francisco Benedito Teixeira Pessine, foram promissores.

polinizadores

Projeto de pesquisa realizado em parceria entre Embrapa e Bayer vai estudar as relações entre os insetos polinizadores e os sistemas de produção de soja. Com duração de cinco anos, o trabalho vai contemplar cinco grandes frentes de pesquisa e deve elevar o conhecimento científico atualmente disponível sobre a relação de uma das principais culturas agrícolas mundiais. Entre as atividades previstas está a captura de substâncias voláteis (aromas), que atraem ou repelem os insetos, e a relação entre esses polinizadores e a produtividade da leguminosa.

"É um projeto com grande relevância científica mundial. O tema ainda é pouco estudado e pode nos surpreender positivamente, abrindo oportunidades tecnológicas muito interessantes

Encontro em Manguinhos, no Rio de Janeiro, reuniu grupos de pesquisa que fazem parte da Rede Fio-Chagas

Com o objetivo de melhorar a intervenção e o combate a agravos importantes para a saúde pública no país, reforçar a competência tecnológica e a pesquisa de vanguarda na Fundação Oswaldo Cruz, a Vice-Presidência de Pesquisa e Laboratórios de Referência (VPLLR/Fiocruz), por meio do Programa de Pesquisa Translacional Fio-Chagas, promove, até quarta-feira (25/5), o XIII Encontro Anual do Fio-Chagas, no auditório da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz), no Rio de Janeiro.

Com a proposta de promover a discussão de políticas de assistência e melhora da qualidade de vida do paciente, o evento busca estreitar a interação da comunidade científica com os portadores da doença. No formato

cientistas

Programa de Bolsas de Iniciação Científica e Tecnológica do Museu Goeldi completa 24 anos em 2016 com muitas oportunidades para os que desejam o mundo da pesquisa. A instituição vem ampliando continuamente seu esforço na formação de novas gerações de pesquisadores para a Amazônia. Nos últimos anos, foram concedidas 522 bolsas.

Os estados que formam a Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Maranhão, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) concentram mais de 60% do território do país, e apresentam uma inestimável diversidade natural e humana em seus diversos espaços. Mas o contingente científico atual dos estados amazônicos, que poderia dar conta do desafio de conhecer esse patrimônio e oferecer

Flávia Lima Ribeiro-Gomes recebeu o diploma pelas mãos do Presidente da Academia Brasileira de Ciências, Luiz Davidovich

A Academia Brasileira de Ciências (ABC) nomeou seus novos membros afiliados, que participarão, junto aos demais membros titulares da ABC, de discussões e atividades científicas de alta importância. Dentre os 24 cientistas que passaram a integrar a Academia, está a pesquisadora Flávia Lima Ribeiro-Gomes, do Laboratório de Pesquisa em Malária do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), diplomada na área de Ciências Biomédicas.

“Eu estou muito honrada por ser um dos novos membros afiliados da Academia Brasileira de Ciências. A convivência com os demais pesquisadores, sem dúvida, solidificará ainda mais a minha carreira. Também estou ciente do meu papel, no qual estarei contribuindo com meus conhecimentos nas discussões, além de divulgar

Tecnologia foi utilizada no estudo da anatomia do Rhacolepis buccalis, peixe que nadou há mais de 100 milhões de anos nas águas que cobriam a Chapada do Araripe

O uso inovador da microtomografia síncrotron na pesquisa científica revela aspectos inescrutáveis de uma amostra e, por consequência, abre as portas para um campo inteiramente novo de pesquisa.

Um exemplo do uso dessa tecnologia está no estudo de um fóssil de Rhacolepis buccalis, um peixe que nadou há mais de 100 milhões de anos nas águas que cobriam a Chapada do Araripe, no Ceará.

O trabalho envolveu um grupo de pesquisadores liderados por José Xavier-Neto, do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), em Campinas (SP), e pelo francês Vincent Fernandez, do European Synchrotron Radiation Facility (ESRF). O especialista na anatomia de peixes foi o ictiólogo Murilo Carvalho, também do LNBio,