Ciência

bactéria Xanthomonas citri

Pesquisadores do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) desvendaram detalhes da estrutura e do funcionamento de uma proteína-chave para o desenvolvimento do cancro cítrico – doença que afeta as principais espécies de citros de importância comercial.

Causada pela bactéria Xanthomonas citri, a doença se caracteriza pelo crescimento descontrolado das células vegetais, o que gera tumores na superfície de folhas, frutos e ramos. Por meio dessas lesões, a bactéria se dissemina e, dependendo do grau de infecção, a doença pode provocar a queda precoce de frutos e folhas, comprometendo a produtividade das plantas.

“Para que essas lesões se desenvolvam, o patógeno precisa neutralizar uma proteína da célula hospedeira chamada MAF1, responsável pelo

Nisia Trindade Lima e George Gao

A Fiocruz e o Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças (CDC/China) deram um passo decisivo para o fortalecimento da cooperação bilateral em Ciência e Desenvolvimento Tecnológico em Saúde. A presidente da Fiocruz, Nisia Trindade Lima e o diretor geral do CDC/China, George Gao assinaram, no dia 1º de novembro, um Memorando de Entendimento, que visa o desenvolvimento conjunto de projetos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico, intercâmbio de especialistas e de informações, tecnologia e materiais.

A cerimônia de assinatura aconteceu durante a primeira reunião da Subcomissão de Saúde da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban) e contou com a presença do Ministro da Saúde,

Flavia Sobreira

Diante da imensidão do Universo, imaginar que temos conhecimento de apenas 5% da sua composição pode parecer absurdo, mas é o que apontam os números obtidos pelo Dark Energy Survey (DES), liderado pelo laboratório norte-americano Fermilab. As estimativas, que corroboram pesquisas anteriores, indicam que 25% do Universo é constituído por matéria escura e os demais 70% pela chamada energia escura. Com esse levantamento, o DES divulgou o maior mapa de distribuição de matéria escura já construído, que pode ampliar o entendimento da evolução do Universo. Flávia Sobreira, pesquisadora vinculada ao Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGW) da Unicamp, participa da colaboração internacional que reúne 400 cientistas de 26 instituições e

Calidris fuscicollis

Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) descobriram um novo vírus em ave migratória. O achado é tão raro que pode até ser considerado um golpe de sorte. Sobretudo quando o vírus em questão é o assim nomeado paramixovírus aviário 15, da mesma família do paramixovírus aviário 1 causador da doença de Newcastle, que não representa riscos para humanos, mas pode ser letal em aves.

“Fazemos monitoramento ativo de vírus em aves migratórias. Eu buscava encontrar o vírus da doença de Newcastle, um paramixovírus aviário 1, e meu colega Jansen de Araújo procurava detectar o vírus da influenza aviária para o seu projeto de

Escherichia coli

Incomum, selenocisteína é sintetizada a partir de outro aminoácido (serina) e possui selênio em sua composição

As interações existentes no processo de formação (biossíntese) do aminoácido selenocisteína foram desvendadas por uma equipe de pesquisadores do Laboratório de Biologia Estrutural do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP. Ao contrário dos outros 20 aminoácidos existentes, a selenocisteína tem características incomuns: ela é sintetizada a partir de outro aminoácido (serina) e tem selênio em sua composição, um composto que possui duplo papel nas células, já que, em concentrações muito baixas, é um micronutriente essencial para a célula e, em concentrações mais altas, se torna uma toxina potente.

Em 2011,

quimica

Com uma nova abordagem, cientistas da USP elucidaram mecanismo de reação proposto há mais de 50 anos que nenhum grupo havia ainda comprovado

Um trabalho produzido no Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da USP será destaque de capa da próxima edição da ChemComm, periódico da Royal Society of Chemistry, a maior sociedade de apoio às ciências químicas da Europa.

Pesquisadores da USP realizaram experimentos inéditos com as enzimas do álcool. Monitoraram a reação de oxidação de etanol biocatalisada pela proteína ADH (álcool desidrogenase) utilizando duas técnicas experimentais: a espectrometria de massas (EM) e a eletroquímica de estado-estacionário. Os experimentos resultaram no artigo Enzyme activity evaluation by differential

Pibic

O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic), distribuídas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio de cotas, a instituições de ensino superior (IES) em todo o país, registrou aumento de 14,5 mil para 24,3 mil bolsas entre 2001 e 2013.

Esse crescimento, no entanto, não acompanhou a expansão das matrículas de graduação no setor público e nem de pós-graduação. No mesmo período analisado, o número de matrículas no ensino superior cresceu 103%, enquanto as bolsas do Pibic tiveram um aumento de 92%. Os dados são estudo “A formação de novos quadros para ciência, tecnologia e inovação: avaliação do programa institucional de bolsas de

pesquisa sobre Doenca de Chagas

Desenvolvido pelo Instituto Carlos Chagas (ICC/Fiocruz Paraná), um estudo pioneiro poderá abrir novos caminhos para a pesquisa relacionada à Doença de Chagas. A investigação comprovou, pela primeira vez, que modificações em proteínas chamadas histonas – proteínas presentes no núcleo da célula e que são fundamentais para a compactação do DNA e para a regulação dos genes – estão amplamente presentes no Trypanosoma cruzi, parasita causador da doença. A pesquisa do papel dessas modificações em seres humanos e outros organismos já é consolidada no meio científico e contemplada pela área da Epigenética, a qual investiga mecanismos regulatórios hereditários que não envolvem mudança na sequência do DNA do organismo, bem como suas

Leptons

O Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGW) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) inaugurou, em 2 de junho, o Laboratório de Léptons. As novas instalações, incluindo equipamentos, receberam investimentos da FAPESP.

A equipe de pesquisadores do laboratório é responsável pelo desenvolvimento do dispositivo Arapuca, forte candidato a detector de fótons do Dune – Deep Underground Neutrino Experiment –, um empreendimento internacional concebido para estudos de neutrino, com sede no Fermilab (Fermi National Accelerator Laboratory) e a Universidade Stanford.

O Dune, cuja construção será iniciada este ano, tem um custo estimado de US$ 1 bilhão e seu projeto congrega 970 colaboradores de 164 instituições de pesquisa de 31 países.A FAPESP

Silenciamento genico

Técnica denominada RNAi permite “desligar” a função de genes em qualquer organismo vivo

A ciência traz constantemente para o nosso dia a dia ferramentas e tecnologias que mudam a nossa forma de interagir com o ambiente. A interação entre vírus e os demais seres vivos que os primeiros atacam é um dos melhores exemplos de uma batalha evolutiva de aprimoramento de mecanismos de atacante e defesa. Praticamente todos os seres vivos hoje evoluíram algum mecanismo de defesa contra os inúmeros mecanismos de ataques virais. Plantas ou animais infectados por vírus desencadeiam este mecanismo para silenciar, ou seja, inibir a função de genes virais.

Henrique Marques-Souza, professor do Instituto de

Marilia Simao dos Santo

Estudo, desenvolvido no Instituto de Química, gerou pedido de registro de patente

A medicina tem registrado nos últimos anos um número crescente de casos de infecções provocadas por fungos. Dois fatores associados a este avanço são o aumento do contingente de pessoas imunodeprimidas e a resistência dos micro-organismos aos medicamentos presentes no mercado. Estudo realizado para a tese de doutorado da farmacêutica Marilia Simão dos Santos desenhou e sintetizou dois novos compostos com propriedades antifúngicas. A pesquisa abre perspectiva para o desenvolvimento de futuros fármacos destinados ao tratamento dessas enfermidades. O trabalho, defendido no Instituto de Química (IQ) da Unicamp, foi orientado pelo professor Fernando Coelho.

 De acordo com