Ciência

Plasmodium vivax

Parasita pode ter chegado com migrações de melanésios que deram origem aos ameríndios ou na colonização europeia

A análise do material genético dos parasitas causadores da malária ajuda cientistas a determinar sua possível origem e como teriam migrado de uma região para outra, aponta pesquisa do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP. O estudo demonstra que um dos parasitas, o Plasmodium vivax, apresenta diversidade genética relativamente alta na América do Sul e Central, em comparação com outras regiões com grande incidência da doença. A descoberta sugere que houve várias introduções do parasita no continente, seja trazido pelos primeiros povos que habitaram a região ou durante a colonização europeia.

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Plasmodium vivax

Uma nova vacina pré-clínica contra a malária vivax – forma da doença com maior distribuição geográfica e maior prevalência nas Américas – foi testada em camundongos e obteve 45% de eficácia, o que representa um importante avanço no desenvolvimento de alternativas de prevenção.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2015, parasitas da espécie Plasmodium vivax foram responsáveis por mais de 13 milhões de casos de malária em todo o mundo e ainda não há um imunizante disponível contra esses patógenos.

A estratégia da nova vacina se baseia em desenvolver versões recombinantes de proteínas encontradas no esporozoíto – forma do parasita presente na glândula salivar do mosquito transmissor e

Europa, lua de Júpiter

Modelo criado se baseia nas condições ambientais semelhantes da lua Europa e de uma mina de ouro onde foi encontrada bactéria

Uma das grandes questões atemporais da Humanidade é se estamos, de fato, sozinhos no universo. E, ao contrário do que muitos pensam, além de planetas, como o nosso, existe a possibilidade de ela existir também em satélites naturais. Com esse intuito surge a pesquisa teórica de um grupo de cientistas da USP, que não precisaram sair do planeta Terra para estudar a habitabilidade microbiana em Europa, uma das 69 luas de Júpiter.

A lua Europa é considerada por muitos especialistas um lugar fora da Terra com um grande potencial de

leishmaniose

Um estudo da Fiocruz Minas mostrou que os roedores, como os ratos silvestres, estão entre os principais hospedeiros da Leishmania braziliensis, parasito responsável por causar a maior parte dos casos de leishmaniose cutânea no Brasil. A pesquisa, publicada recentemente na revista Plos One, demonstra a importância de incluir esses animais como participantes da epidemiologia dessa doença, que acomete cerca de 26 mil pessoas, todos os anos, no Brasil. O estudo é fruto da dissertação de mestrado de Gabriel Tonelli, aluno do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Fiocruz Minas, orientado pelo pesquisador José Dilermando Andrade Filho e coorientado pelo pesquisador Gustavo Paz.

Para fazer a investigação, os pesquisadores

Imagens de fotomicrografias da medula óssea

Publicação do Hospital Universitário da USP, “Autopsy and Case Reports”, apresenta discussões e imagens de casos clínicos e patológicos

A revista Autopsy and Case Reports (Autópsia e Relatórios de Caso, em português) acaba de publicar sua mais recente edição (volume 7, número 4, 2017). A publicação é lançada a cada quatro meses pelo Hospital Universitário (HU) da USP e busca contribuir para o desenvolvimento do pensamento clínico, bem como os métodos de diagnóstico, classificação, gerenciamento e tratamento de doenças.

Nesta edição, o leitor vai encontrar artigos originais que tratam de autópsias acadêmicas com referências clínicas, patológicas e/ou radiológicas e com documentações de imagens microscópicas ou macroscópicas. Um dos que se

Vírus da febre amarela

A presença do vírus da febre amarela em amostras de urina e de sêmen de um paciente que sobreviveu à doença foi detectada quase um mês após ele ter sido infectado. A descoberta foi feita por pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), em colaboração com colegas dos institutos Butantan, de Infectologia Emílio Ribas e da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

A constatação, feita no âmbito de projetos coordenados por Paolo Zanotto, professor do ICB-USP, com apoio da FAPESP, foi descrita em um artigo publicado na revista Emerging Infectious Diseases, do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), agência de proteção à saúde

Proganochelys quenstedti

Análises computacionais permitiram entender a evolução do cérebro de um dos mais antigos grupos de vertebrados vivos

Para entender como evoluiu o cérebro das tartarugas, um grupo de cientistas do Brasil, Reino Unido e Alemanha, reconstruiu em 3D o cérebro da mais antiga tartaruga com um casco completo, a Proganochelys quenstedti, encontrada na Alemanha, em sedimentos do Triássico (há cerca de 210 milhões de anos). Concluíram que ele era simples, evoluiu de forma lenta e contínua nesse período, e os animais viviam muito provavelmente em ambientes terrestres, e não em ambientes aquáticos ou em tocas, como se pensava inicialmente.

Para Gabriel Ferreira, doutorando da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras

transplante de células-tronco

Uma pesquisa feita no Centro de Terapia Celular (CTC) – um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) financiado pela FAPESP e sediado na USP – avaliou os mecanismos imunológicos relacionados à resposta terapêutica do transplante autólogo de células-tronco hematopoéticas em pacientes com esclerose sistêmica.

O trabalho concluiu que esse transplante induz a produção de novas células pelo timo e medula óssea, levando à remissão clínica da doença. Segundo o estudo, a alternativa proporciona uma protocolo clínico mais eficaz e a consolidação desta terapia como tratamento.

Resultados da pesquisa foram publicados na revista Blood Advances, da American Society of Hematology.

O trabalho foi conduzido por pesquisadores da Faculdade

Os pesquisadores Rafaela Boneto, Lúcio Freitas-Júnior e Denise Pilger no Instituto de Ciências Biomédicas da USP

Instituto de Ciências Biomédicas da USP testou 1.280 moléculas e 88 reduziram a infecção pelo vírus em 50% ou mais

Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP identificaram compostos (moléculas) já testados e farmacologicamente ativos para outras doenças e que apresentam potencial para tratar a febre amarela. Os testes foram realizados em culturas de células humanas de fígado infectadas pelo vírus causador da doença. Os cientistas testaram 1.280 compostos e 88 deles (6,9%) reduziram a infecção em 50% ou mais. A estratégia é conhecida como “reposicionamento de fármacos” e pode encurtar em vários anos a chegada de medicamentos do laboratório até as farmácias.

Das moléculas mais promissoras, duas

Microêmbolos tumorais circulantes

Pesquisadores do A.C. Camargo Cancer Center encontraram no sangue de pacientes com câncer de cabeça e pescoço marcadores que podem ajudar a identificar os casos mais propensos a evoluir para metástase ou a sofrer recidiva local após o tratamento.

Resultados do estudo, apoiado pela FAPESP, foram divulgados na revista Head & Neck.

“Além de apontar para novos alvos terapêuticos, o trabalho pode contribuir para tornar o tratamento mais personalizado e eficaz. Sabendo quais pacientes correm risco aumentado de progressão da doença, o médico pode optar por um tratamento sistêmico com drogas mais potentes”, comentou o oncologista clínico Thiago Bueno de Oliveira, coautor do artigo.

O chamado câncer de cabeça e

esquema das interações locais do medicamento Lapatinib

Medicamentos de alta complexidade, como agentes antitumorais, podem acarretar efeitos colaterais, além de muitas vezes exigir o uso de elevadas doses. Para melhorar essas terapias e dar mais qualidade de vida aos pacientes, muitas vezes é necessário fazer análises também complexas, não só das moléculas que constituem o medicamento, mas das relações entre a sua estrutura e as propriedades físico-químicas.

Um grupo de pesquisadores conseguiu, pela primeira vez, descrever a estrutura e as interações atômicas do fármaco oncológico Lapatinib, principalmente sobre sua relação com polímeros que podem ser utilizados para a otimização do medicamento.

O estudo, publicado na Scientific Reports, utilizou raios X de alta energia, gerados por fontes de