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Representantes da Texas Tech University e da FAPESP

Estratégias para estimular cooperações internacionais em pesquisa

A FAPESP mantém acordos de cooperação internacional com mais de 160 agências de fomento, instituições de ensino superior e pesquisa, organizações e empresas de 30 países. Entre esses acordos, um dos mais frutíferos é com a Texas Tech University (TTU).

Assinado em 2014, o acordo já teve três chamadas de propostas no âmbito do SPRINT (São Paulo Researchers in International Collaboration), uma estratégia de organização que consiste no anúncio simultâneo de oportunidades de colaboração da FAPESP com diversos parceiros no exterior.

As três chamadas resultaram na seleção de 12 projetos nas mais variadas áreas do conhecimento, que são conduzidos por pesquisadores do Estado de São Paulo em conjunto com colegas da TTU.

O sucesso da colaboração entre FAPESP e TTU foi destacado por Michael Galyean, pró-reitor de pesquisa e vice-presidente sênior para assuntos acadêmicos da universidade, durante a FAPESP Week Nebraska-Texas, que ocorre nos dias 21 e 22 de setembro na cidade texana de Lubbock.

“Esta conferência, realizada com um parceiro fundamental para nós que é a FAPESP, é parte importante do processo de internacionalização da Texas Tech. Temos trabalhado em um plano estratégico – denominado Making it possible... 2010-2020 Strategic Plan – no qual destacamos o objetivo de nos tornarmos líderes em pesquisa em áreas como agricultura, alimentos, ambiente, sustentabilidade e saúde. E essas são justamente as áreas abordadas pelos projetos de pesquisa que apoiamos em conjunto com a FAPESP e que são apresentados neste evento”, disse.

Tibor Nagy, vice-reitor de pesquisa para Assuntos Internacionais, também destacou a importância da FAPESP Week para a universidade norte-americana. Nagy foi embaixador dos Estados Unidos na Etiópia (1999 a 2002) e na Guiné (1996 a 1999).

“Este é um momento maravilhoso para realizar esta conferência. Maravilhoso para a história da TTU, porque estamos avançando o mais rapidamente possível para perseguir nossos esforços e ser uma universidade de proeminência global. É também um momento maravilhoso especialmente quando há forças no mundo que tentam prejudicar o processo de globalização e a troca global de informação e cooperação. Mas isso é um momento que se mostrará curto na História e tenho certeza de que voltaremos ao que deveria ser o estado normal do mundo”, disse.

“Nossos esforços são para internacionalizar totalmente o DNA da Texas Tech University. E isso não significa apenas aumentar o número de alunos de outros países em nossa universidade, que cresceu 70% nos últimos quatro anos”, disse.

Segundo Nagy, no ano acadêmico 2016-2017, 1.333 estudantes da Texas Tech participaram de atividades acadêmicas em outros países por meio do programa Study Abroad.

“Internacionalizar também não é apenas aumentar nossos auxílios de pesquisa para o desenvolvimento internacional, nos quais investimos mais de US$ 40 milhões desde 2013, mas sim cultivar parcerias estratégicas com instituições-chave de países-chave. E não consigo pensar em parceiro mais ideal neste sentido do que a FAPESP, a instituição mais dinâmica do estado mais dinâmico do Brasil”, disse Nagy.

“Nossa colaboração com a FAPESP já se mostrou um grande sucesso, mas há mais em processo e acredito que esta conferência vai destacar o que foi feito e mostrar caminhos para o que poderá ser feito”, disse.

“Agradecemos a oportunidade de poder colaborar com a FAPESP. Nosso objetivo na Texas Tech é ser uma universidade reconhecida mundialmente. Mas não podemos ser uma universidade proeminente globalmente sem ser globalmente engajada. Por conta disso, cooperações internacionais são fundamentais para o que queremos fazer na Texas Tech”, disse Galyean.

SPRINT e outros mecanismos

Euclides de Mesquita Neto, professor da Faculdade de Engenharia Mecânica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e membro da Coordenação Adjunta de Programas Especiais e Colaborações em Pesquisa da FAPESP, apresentou na FAPESP Week oportunidades de apoio à pesquisa oferecidas pela FAPESP.

“A FAPESP tem iniciativas, mecanismos e estratégias de financiamento voltados a pesquisadores, instituições acadêmicas, agências de financiamento à pesquisa e indústria e outros setores da economia”, disse.

“A maior parte do investimento da FAPESP está relacionada ao financiamento de propostas e ideias submetidas pela comunidade de pesquisa por meio dos programas regulares da Fundação. Mas a FAPESP também tem uma série de iniciativas que partem da própria Fundação. Uma dessas iniciativas está relacionada a aumentar a colaboração internacional da pesquisa científica feita no Estado de São Paulo”, disse.

Mesquita mencionou que entre os motivos para promover esse tipo de colaboração está o fato de que o trabalho colaborativo internacional é mais adequado para lidar com assuntos mais complexos e desafiadores.

“Temas emergentes também podem ser abordados de modo mais viável e produtivo por meio do conhecimento e da experiência complementar de grupos colaborativos. A ciência produzida em uma rede de colaboradores internacionais tem mais impacto do que a ciência produzida por cada um de seus participantes”, disse.

Mesquita citou alguns números relacionados à colaboração internacional financiada pela FAPESP: quase 6 mil auxílios a pesquisa e 9,2 mil bolsas voltadas ao apoio a parcerias de pesquisadores e estudantes do Estado de São Paulo com colegas e instituições de outros países.

Mesquita falou também de oportunidades oferecidas pela FAPESP para que pesquisadores e estudantes de outros países passem períodos em São Paulo em colaborações com colegas do estado, como Auxílios a Pesquisadores Visitantes, Bolsas de Pós-Doutorado e o Programa Jovens Pesquisadores.

“E esta FAPESP Week é uma prova do sucesso do SPRINT, uma vez que a maior parte dos projetos cujos resultados estão sendo apresentados no evento foi selecionados por meio desta estratégia da FAPESP”, disse Mesquita.

Além de promover o engajamento de pesquisadores vinculados a instituições de ensino superior e pesquisa no Estado de São Paulo com pesquisadores parceiros no exterior, o SPRINT tem por objetivo contribuir para o planejamento mais conveniente para as submissões de propostas de mobilidade (seed funding).

O SPRINT tem quatro chamadas por ano, com data-limite para apresentação de propostas sempre na última segunda-feira de janeiro, abril, julho e outubro.

Saiba mais sobre o SPRINT em www.fapesp.br/sprint.

Heitor Shimizu, de Lubbock (EUA)
Agência FAPESP

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